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Santos Vivo

O PROJETO SANTOS VIVO, que envolve desde enrocamento para contenção do terrapleno até obras de acostagem e pontes, além de hotel, centro de negócios e de convenções, aquário, centro poliesportivo e shopping center, marina, estação de passageiros marítimos e escola de vela, tem seu desenvolvimento em círculo a partir da Ponta da Praia de onde sai, estende-se em tangente à linha da margem direita do estuário, e novamente se desenvolve em círculo em direção à praia propriamente dita.

 

O Projeto contempla alguns estudos relativos à hidráulica do próprio estuário e da praia que se desenvolve de São Vicente até a Ponta da Praia. Neste trecho, percebe-se nitidamente que existe uma manutenção da região de assoreamento em níveis constantes, possivelmente devido às velocidades das marés e do escoamento de águas do estuário, não permitindo o engordamento da praia. Assim, considerando que, para dar abrigo à marina, encravada no complexo pela parte interna do terrapleno, existirá a necessidade que será desenvolvida pela FUNDAMAR, de uma modelagem que permita assegurar as condições naturais de manutenção da praia e das profundidades do Projeto.

 

Devido a esses estudos, certamente, os berços de atracação dos navios de passageiros projetados deverão ser, em parte, construídos de forma a manter a vazão das águas sob a laje do cais, não existindo ali nenhum obstáculo ao fluxo e refluxo das marés.

 

As instalações de enrocamento destinadas a conter o terrapleno para a construção do complexo serão calculadas de modo que o peso das peças de rocha sã garantam, no limite inferior, a estabilidade do talude exterior à profundidade do Projeto. Este método é o que permite a segurança do Projeto, considerando os fatores determinantes de cálculo: ondas, maré e tráfego de navios. De uma forma geral o enrocamento deverá ser composto de várias camadas de granulometria diferentes, sendo o maciço interior de uma granulometria menor, bastante homogênea, para dar condições de impermeabilidade ao conjunto de forma a garantir a estabilidade do terrapleno e impedir a propagação das ondas além deste núcleo.

 

O trecho do Cais de Ponta da Praia (ex-Macuco Novo) deverá ser estudado no sentido de conhecer sua influência no processo hídrico, uma vez que se trata do conjunto de cais mais próximo do empreendimento, por ser o mais a jusante do estuário santista, com comprimento total de cerca de 1.000m, sendo os dois primeiros, os mais a montante, para a operação de embarcações Ro-Ro, com profundidade de 4,50m. Os demais berços apresentam plataforma de cais em torno de 30m de largura e profundidade variando entre o trecho de 11,0m e 13,0m com o trecho conhecido como Corredor de Exportação, operando em sistema de pool pelos usuários exportadores de pallets de soja e cítricos, que demandam o porto com navios de elevadíssimas capacidades e tamanho.

 

O terrapleno poderá ser constituído de material dragado em jazidas previamente escolhidas através de projetos conjuntos de preservação do meio ambiente, alternando os locais designados pela própria Marinha do Brasil como bota-fora e área desenhada pelo enrocamento.