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Dicas

As dicas que seguem são muito importantes! É preciso divulgá-las,  assim como a Declaração Universal dos Diretos da Água, que deve ser de conhecimento de toda a humanidade.

 

http://www.natureba.com.br/economia-agua.htm

 

Dicas para evitar o desperdício de água e exigir a preservação dos recursos hídricos.

 

Pequenas economias somadas dão grandes resultados.

 
 

No banheiro:

 

    • É o lugar onde mais se consome água em uma residência.
    • Feche a torneira enquanto escova os dentes, faz a barba ou ensaboa as mãos.
    • Não tome banhos demorados. Tente limitar em 6 minutos. Desligue o chuveiro enquanto se ensaboa. Só ligue o chuveiro depois de tirar toda a roupa.
    • Uma válvula de privada gasta muita água em um único aperto. Não acione à toa e aperte somente o tempo necessário. Mantenha a válvula regulada.
    • Não jogue lixo no vaso sanitário (fio dental, cabelos…). Evite entupimento.
    • Na hora da compra, dê preferência às caixas de descarga no lugar das válvulas. Adquira modelos de baixo consumo de água.
    • Em banheiros públicos use a água de torneira também com moderação. Vários centros comerciais já instalaram sensores ou torneiras que fecham automaticamente a fim de evitar o desperdício deste importante recurso natural.

 

Na lavanderia:

 

    • Deixe a roupa acumular e lave tudo de uma vez.
    • Se for lavar a roupa na mão, feche o tanque, coloque as roupas de molho em água e sabão e só use água corrente para enxaguar.
    • Feche a torneira enquanto ensaboa e esfrega a roupa.
    • Não use sabão em excesso para evitar maior número de enxágues.
    • Só use a máquina de lavar com a carga máxima de roupas.
    • Reaproveite a água da máquina de lavar roupas para lavar o quintal.
    • Instale aerador (peneirinha) nas torneiras da casa para reduzir a vazão.
    • Não exagere no uso de produtos de limpeza, como a água sanitária, que contém cloro. Use com moderação, de acordo com as recomendações dos fabricantes.

 

Na cozinha:

 

    • Antes de lavar a louça, limpe pratos e panelas e deixe-os de molho.
    • Feche a torneira enquanto ensaboa a louça.
    • Se usar máquina de lavar louça, só ligue quando estiver cheia.
    • Deixe as verduras em água com um pouco de vinagre por alguns minutos antes de lavar.
    • Utilize sabão ou detergente biodegradáveis, que não poluem os rios porque se decompõe mais facilmente.
    • Ao comprar máquina de lavar roupas ou lavar pratos, verifique no manual o consumo de água do produto.
    • Não jogue óleo de frituras ou restos de comida em pias ou na privada pois pode causar entupimentos e dificulta o tratamento do esgoto. A Sabesp orienta para colocar o óleo em um recipiente bem fechado para não vazar (garrafa) e depositar no lixo comum (orgânico). Outros especialistas afirmam que o ideal é procurar um posto de coleta próximo.
    • Encontre receita de sabão de óleo de cozinha no site www.triangulo.org.br. Segundo a ONG Ação Triângulo que recolhe óleo vegetal em casas e empresas, um litro de óleo contamina 1 milhão de litros de água – o suficiente para uma pessoa usar durante 14 anos. Isso acontece porque o óleo impede a troca de oxigênio e mata todos os seres vivos como plantas, peixes e microorganismos. O óleo também impermeabiliza o solo contribuindo para as enchentes.
    • Você sabia que muitos sabonetes e sabões de roupa (em barra) são feitos de sebo de boi ?
    • No jardim, no quintal, na calçada:
    • Ao lavar o carro use o balde com pano em vez de mangueira. Procure lavar menos o carro, principalmente na época de falta de chuvas.
    • Não regue as plantas em excesso ou com mangueira. Use um balde ou um regador. Não regue nas horas mais quentes do dia ou quando estiver ventando muito para evitar a perda de água pela rápida evaporação. Molhe a base das plantas e não as folhas.
    • Não use mangueira para limpar a calçada e sim uma vassoura. Quando necessário, use um balde no final da limpeza.
    • Procure aproveitar a água das chuvas. Capte-a na saída das calhas. Use para regar o jardim ou limpar a casa.
    • Em vez de cimentar todo o quintal, deixe um espaço para jardim e ajude a água da chuva a infiltrar-se na terra.
    • Mantenha a caixa d’água limpa. Ela deve ser lavada pelo menos a cada 6 meses.
    • Verifique os vazamentos:
    • Torneira pingando desperdiça muita água. Sempre que necessário troque o “courinho”.
    • Verifique o vaso sanitário jogando cinzas no fundo da privada. Se houver movimentação é porque há vazamento na válvula ou na caixa de descarga.
    • Para detectar vazamentos como canos furados, mantenha os registros abertos e feche todas as torneiras e saídas de água do imóvel, não use o sanitário e observe se o relógio de água (hidrômetro) se altera depois de uma hora sem uso de água.
    • Observe se não há manchas de umidade nas paredes.
    • Conserte os vazamentos de imediato, assim que forem notados.

 

Quanto desperdiça:

 

    • Escovar dentes com torneira aberta =80 litros;
    • Lavar louça com torneira aberta =100 litros;
    • Lavar carro com mangueira em meia hora =560 litros;
    • Lavar calçada com mangueira =280 litros;
    • Banhos longos =95 a180 litros;
    • Feche bem as torneiras para que não pinguem.

 

Outras dicas para preservar a água:

 

    • Não jogue lixo nos lagos, córregos, rios e mar.
    • Novos edifícios com hidrômetros individuais por apartamento, estimulam a economia de água e a conta é mais justa, pois cada família só paga o quanto consome.
    • Adote a ideia do reuso da água sempre que possível.
    • Organize um grupo para plantar árvores ao longo das margens de um córrego ou para limpar, recuperar e conservar um pedaço de terra degradada. Recolher plásticos na praia ajuda a salvar animais marinhos.

 

Como cidadão e consumidor:

 

    • Informar às distribuidoras sobre vazamentos de água e exigir do governo um órgão regulador forte e presente para fiscalizar a eficiência das distribuidoras.
    • Exigir da prefeitura e governantes:
      • Políticas públicas que impeçam a ocupação de áreas de preservação de mananciais.
      • Combater a destruição das matas ciliares que protegem os cursos d’água e exigir o replantio de onde foram extintas.
      • Investimentos em distribuição de água tratada e tratamento de esgoto. Além de poupar vidas, irão diminuir os gastos com saúde no país.

 

No nordeste brasileiro:

 

    • obras de melhoria na infra-estrutura de distribuição (modernizar e ampliar), perfuração de poços de água, uso de cisternas para armazenamento e revitalização do Rio São Francisco.
    • Adotar um manejo adequado dos resíduos como: sistemas de coleta seletiva e reciclagem, aterros sanitários, estações de recebimento de resíduos tóxicos como restos de tinta e solventes.

 

    • Os consumidores podem organizar-se e exigir que as indústrias se responsabilizem pelo manejo de seus resíduos tóxicos. Cobrar isto dos órgãos de controle ambiental.
    • Pressionar as empresas para que produzam detergentes, produtos de limpeza e embalagens que causem menores impactos ambientais.
    • Na indústria introduzir técnicas de reuso da água, tratamento de efluentes e reduzir o desperdício nos processos industriais.
    • Na agricultura, armazenar mais água da chuva e reduzir o desperdício ao irrigar as plantações.
    • Utilizar métodos e equipamentos de irrigação poupadores de água. Reduzir o uso de fertilizantes e agrotóxicos. Implantar medidas de controle de erosão do solo. No campo ou na cidade evitar a obstrução dos rios.
    • Fazer o descarte adequado de embalagens de agrotóxicos
    • (consulte www.inpev.org.br ).
    • Prefira produtos orgânicos para estimular o cultivo de alimentos livres de agrotóxicos que poluem os recursos hídricos e podem prejudicar a sua saúde.
    • Lembre-se de fechar a torneira depressa.

 

Declaração Universal dos Direitos da Água


A ONU redigiu um documento em 22 de março de 1992 – intitulado “Declaração Universal dos Direitos da Água”.

Confira os artigos:

 

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

 

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

 

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

 

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

 

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

 

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

 

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

 

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

 

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

 

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

 
Fonte: ONU (Organização das Nações Unidas)